2010 será o último ano para que eu possa concluir a minha lista de 101 coisas, e eu não vejo muita coisa ali sendo cumprida. Hoje, no penúltimo dia do ano resolvi fazer uma revisão dela.

- Na parte de aprender tem muita coisa impossível de ser feita em um ano, principalmente aprender russo (não levem isso a sério). Mas vou tentar nas minhas férias do trabalho me matricular em algum curso de inglês. Tive ajuda da PUC ano passado para Java, não sei se esse ano vai ser essa mesma linguagem na aula de LP.

- Pra ser cult preciso também aproveitar as férias em Março do trabalho e me matricular em um curso de violão. Li muito Agatha Christie esse ano, mas claro ainda deve ter pelo menos 10 livros dela que eu ainda não li. Não ouvi todas as músicas do The Cure, não me julguem. Comprei um celular novo esse ano e já eliminei a tarefa do Ipod, já que todas as músicas que eu quero cabem nele. Ainda não tenho todas as temporadas de Smallville e Sexy And The City, mas já ganhei a sexta de smallville e a primeira de Sex And The City de aniversário.

E tem coisas lá que sério, não vão ser feitas, mas eu preciso que pelo menos metade funcione certo?


Esse

28Dez09

é o tipo de letra que eu gostaria de ter escrito:

The day after you stole my heart everything I touched told me it would be better shared with you.
And you’re hiding in my soup, and the book reveals your face, and you’re splashing in my eyelids as the concentration continually breaks.
I did request the mark you cast, didn’t heal as fast.


Lua Nova

21Dez09

Por que eu vou no cinema ver a saga Crepúsculo é um mistério completo pra mim. Pra começar, eu não vejo muita graça em histórias de vampiro (apesar de estar ansiosa pra ler O Turno da Noite, do André Vianco). Depois tem a própria história em si. Eu até relevo a coisa do vampiro feito de glitter, porque o Edward é lindo, mas o que mais me irrita é a lenga-lenga eterna mesmo.

Deixei passar quase um mês da estréia porque eu não queria aguentar a molecada histérica berrando cada vez que um abdomen definido aparecesse na tela (e gente, eu compreenderia que gritassem por causa do Edward, mas pelo Jacob?), mas não deu lá muito certo: a mulherada na sala já não era mais tão adolescente, mas mesmo assim rolou meia dúzia de gritinhos desesperados. Especialmente na cena final. Como se esse bando de mané não tivesse lido o livro.

Enfim, não sei porque gosto, mas gosto. Fiz meus amigos verem o filme de novo (os viados foram na estréia) e não vou mentir que me arrependi. A trilha sonora é boa, mas assim como o filme, prefiro Crepúsculo nesse ponto.


Como minha memória anda falha, resolvi apelar para o last.fm para ver o que mais escutei nesse ano:

1. Eu não escutei muito nada de novo esse ano, exceto Death Cab For Cutie, que não está entre as dez mais.
2. Desenterrei The Verve.
3. Não gosto muito de bandas com vocalistas mulheres.
4. Da lista das 10 músicas mais ouvidas, 4 são do Killers – talvez porque eu estava ansiosa para o show.
5. Nas últimas semanas tenho escutado Interpol
6. De discos lançados esse ano eu não escutei nenhum.
7. O melhor nome de música é do The Cure, claro: Friday, I’m In Love
8. Eu não escuto muita música eletrônica.
9. Eu consigo escutar Lifehouse sem ter vontade de chorar agora
10. Obstacle 1 é o melhor player do ano, e você deveria baixar se não baixou ainda


Next Year

27Nov09

Se eu fosse contabilizar, provavelmente descobriria que passo ao menos 1/5 da minha vida evitando pensar nas pessoas que, por algum motivo ou outro, saíram da minha vida.

No final do ano essa proporção sempre aumenta, talvez porque seja o fim do ano e eu tenha memórias mais marcantes em dezembro.

Nessa semana, estava no ônibus e olhei para a direita. E percebi que passo do seu lado há um ano, pelo menos 5 vezes por semana. Não sei como demorei tanto a me tocar que aquela rua era a sua. Ou como durante três meses eu nunca tinha parado naquele ponto. Ou como em três meses eu nunca tinha parado naquele ponto e não havia nenhum ônibus no caminho, entre a minha janela e você.

Mas enfim, eu vi. E admiti para mim mesma que lembrei de você. Então pronto, é isso. fique sabendo.

- Conte mais.

E o seu bairro é uma merda. Todos os dias que passo lá, xingo todas as pessoas que dirigem ali. Xingo todos os pedestres folgados que praticamente pisam em cima de mim naquela travessa. Todos os taxistas que resolvem manobrar e acabam trancando a rua. Xingo todos os executivos que se acham maneiros saindo do trabalho nos seus Audis ou C3.

Mas, especialmente, eu xingo a sua rua. E, no fundo, não é porque o trânsito lá é desgraçado. É porque ela é sua, e só sua.


21/11/2009 – The Killers na Chácara do Jockey/SP

Let me know is your heart still beating

It’s like a cigarette in the mouth or a handshake in the doorway, I look at you and smile because I’m fine

And then you whisper in my ear, I know what you’re doing here
So come on, oh come on, oh come on

Somewhere in the pages we forgot.

Mesmo com lama, mesmo com chuva, mesmo a Chácara do Jockey ser péssimo local pra um evento, foi o show da minha vida. Ver que mesmo assim todo mundo pulou e nada disso impediu que fosse “O Show” foi impagável. Eu to quebrada até hoje de tanto pular e gritar e ficar de pé esperando eles entrarem. O único problema foi eu me lembrar que há alguns meses atrás era Thom Yorke que estava naquele palco e eu não pude ir para ver ele tocando Fake Plastic Trees.

Enquanto tocava A Dustland Fairytale ! *-*

Só faltou This River Is Wild, mas ver o Brandon cantando Can’t Help Falling In Love, falando em português, ver aquele K gigante na frente deles, ver Joy Ride sendo tocada inesperadamente, e um especial no meio de For Reasons Unknown, fez meu chão tremer literalmente. Ou talvez fossem os pulos daquelas 12 mil pessoas.


E, então, uma quinta-feira, quase dois mil anos depois que um homem foi pregado num pedaço de madeira por ter dito que seria ótimo se as pessoas fossem legais umas com as outras para variar, uma garota, sozinha numa pequena lanchonete em Rickmansworth, de repente compreendeu o que tinha dado errado todo esse tempo e finalmente descobriu como o mundo poderia se tornar um lugar bom e feliz. Desta vez estava tudo certo, ia funcionar, e ninguém teria que ser pregado em coisa nenhuma.


Se eu já não tivesse transcrito aqui, hoje mais do que qualquer outro dia faria sentido citar este trecho de Milan Kundera sobre coincidências.

A team. A song. A ringtone. An expression.

What exactly, sometimes, it seems to mean? A chapter. A slight
coincidence. A look not given. A pleasure ignored. And then, a smile.

Tell me what you wanna know
So come on, oh come on, oh come on


500daysofsummerNo sábado, assisti “500 dias com ela” (500 days of summer) pela 33ª Mostra de cinema em SP, no Shooping Morumbi, no Cine TAM. O único problema é que ontem ele apareceu em cartaz no cinemark perto de casa, ou seja, eu fiz uma viagem quase até a zona sul desnecessáriamente. Ok, vou parar de reclamar e falar sobre o filme.

Tom (Joseph Gordon-Levitt), o cara dos cartões de datas comemorativas, tem um problema: não consegue entender a (simples) ciência de que a palavra relacionamento não é igual a palavra amor. Então aparece Summer (Zooey Deschanel), a garota que gosta de Smiths assim como ele, a garota engraçada que conversa com ele como com nenhuma outra pessoa, a garota que parece se tornar cada vez mais íntima dele. O problema é que essa intimidade toda não é, na verdade, íntima assim. E ao mesmo tempo, ela é a garota que não acredita no amor. Como resumiu Woody Allen, “todos dizem eu te amo”, mas alimentar uma relação honesta de verdade não é tão fácil.

O filme corre de acordo com uma contagem de 500 dias não regular: ás vezes Tom se vê no dia 144 com Summer se divertindo como um casal perfeito, e logo depois no dia 354, com tudo dando errado entre os dois. E tudo embalado em uma trilha sonora à lá Regina Spektor, Smiths (claro), Feist, e até um cover de Here Comes Your Man do Pixies como se fosse um grande (e belo) videoclipe.

E sim, é uma comédia romântica.


Lasso

03Nov09

Na última quinta-feira, o Fluminense venceu o Atlético Mineiro, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Enquanto o Galo estava — e ainda está — no G4, o Fluminense ocupava — e ainda ocupa — a zona de rebaixamento.

Só que, com a vitória da última quinta, o tricolor carioca completou seis jogos sem perder. O que não significa muita coisa em um campeonato de pontos corridos, onde um empate vale apenas 1 ponto para o time, e uma vitória, 3 pontos. Como dizem por aí, em campeonato de pontos corridos, empatar é andar de lado.

Ai você vê que o que importaria é que o Flu não perde há seis jogos, e não que hoje o time está no último lugar da tabela, com 30 pontos (mesma pontuação que o Sport, mas com uma vitória a menos). Mas em campeonato de pontos corridos nada é muito justo, por isso nunca fui a favor.

O certo não seria que até o fim do campeonato os tricolores cariocas suspirassem aliviados a cada empate e comemorar cada vitória do seu Fluminense? Às vezes, a gente sabe que as chances daquilo que queremos que dê certo são mesmo mínimas, mas a nossa crença cega e pensamento positivo, podem sim, fazer diferença. É o que prefiro acreditar, ao menos.

Conseguir fazer de um time uma metáfora para um pensamento é mesmo falta do que fazer, né. Ou uma forma de evitar falar do Corinthians por motivos óbvios.