A linha tênue
entre o indispensável e o descartável.
Existem mil histórias verdadeiras, de um pseudo casal, que embora muitas pessoas tenham avisado, nunca deveria ter se formado porque nunca dariam certo de verdade, e eu não preciso dar exemplo nenhum. Tem gente que confunde as coisas, e tem gente que tem certeza. Mas nenhum desses é o meu caso. Eu tenho uma forma muito esquisita de amar as pessoas.
“A dor é inevitável. O sofrimento opcional.”
Lembrar, contudo, é uma coisa que acontece ainda que a gente não queira. Em especial pra gente como eu, que não sabe brincar de lembrar pouco. Mas nem sempre é uma coisa ruim de se lembrar e é por isso que eu não quero ser uma Clementine. É mais ou menos como quando a gente sente o cheiro de alguma coisa gostosa que já comeu, e se lembra do gosto, e possivelmente se lembra do contexto, de uma ocasião especial, e simplesmente tem aquela sensação feliz. Eu gosto de amar cada coisa, cada pequeno evento que se tornou parte da nossa história, e nunca, nunca vou querer apagar nada. E eu sinto muito se é isso que parece às vezes.
Eu amo misturando músicas e filmes. To naquela fase que a gente se identifica com o personagem do filme, e chora junto com ele, mesmo quando ele não tem muita coisa a ver com a gente, mas de alguma forma, faz todo sentido do mundo e então toca aquela música que ajuda mais ainda nas lágrimas e por mais idiota ou não que o filme seja, você passa de espectador a ator principal, sem sair do lugar, imaginando aquela chuva toda com carro quebrado depois de uma discussão e mais chuva e mais arrependimento e mais neve, e mais lágrimas e pensa how happy is the blameless vestal’s lot? The world forgetting by the world forgot. Eternal sunshine of the spotless mind, each prayer accepted and each wish resigned.
Não é uma coisa tão dramática quanto dizer que eu gostaria de ser o protagonista de Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças. Eu to adorando tudo isso do jeito que está. It took time then i found you.
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