Universo Paralelo

Ontem, durante a aula de Comunicação e Expressão Verbal, dois caras que eram da outra turma e foram transferidos para a minha entraram na sala e falaram com a professora em uma língua que eu não consegui identificar qual era. Provavelmente estavam explicando o motivo do atraso. A aula fluiu naturalmente, exatamente como quando o acaso rege os fatos da nossa vida. Durante a aula, a professora fez algumas perguntas para que os alunos se familiarizassem. Quando chegou a vez dos caras, a professora deixou que eles não falassem porque tinha ocorrido um conflito no país de origem deles, Guiné-Bissau e provavelmente eles não estivessem com vontade de falar por estarem preocupados com o ocorrido.

A professora perguntou se eles queriam falar à classe sobre isso, pelo menos por informação, porém eles estavam desanimados demais para isso pelo que eu percebi. João Bernardo Vieira, presidente de Guiné-Bissau, foi assassinado nesta segunda. O presidente tinha sido eleito democraticamente no país africano.

Isso me fez lembrar do conflito entre a organização Hizbollah e Israel, que levou a mais de mil mortos no Líbano e mais de cem em Israel. Atualmente, pelo que eu sei, o conflito pode envolver mais cinco ou seis países, mas não tem potencial para comprometer as grandes potências mundiais. Claro que eu não penso que seria melhor que uma maior potência estivesse envolvida, pois esse conflito tomaria proporções muito maiores, mas quando se trata de apenas países asiáticos ou africanos a atenção é pequena, e a vontade de solução é mínima.

Vieira foi assassinado nessa segunda-feira por soldados leais ao chefe do Estado-Maior do Exército guineense, general Tagmé Na Wai, morto no domingo à noite em um atentado com explosivos.

A possibilidade de um confronto de grandes proporções hoje é bem mais remota do que, digamos, há 20 anos, quando o mundo ainda era dividido entre duas potências, Estados Unidos e União Soviética, que viviam a guerra fria. Na briga entre árabes e israelenses a ONU intercedeu e acabou conseguindo que os inimigos assinassem um termo de cessar-fogo para encerrar a guerra. Isso não significa, porém, que o mundo virou um lugar mais tranqüilo. Pelo contrário: aqui e ali, ainda existem conflitos que contrariam os ideais de qualquer pacifista.

E eu estou com o coração na mão até agora. Se existe Deus e justiça nesse mundo, que elas sirvam para que esses países encontrem uma forma de resolverem esses conflitos, sejam eles políticos ou econômicos, de uma forma que suas populações permaneçam sãs e salvas.

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