Cabeleiro

Se existe um lugar onde eu me sinto desconfortável é em salão de cabeleireiro. Não sei como tem gente que gosta, que tá lá uma vez por mês aos sábados marcando presença.

A cabeleireira te coloca lá, de frente praquele espelho gigante, embaixo daquela luz que não favorece. Completa a cena com aquela capa que prende o pescoço e te sufoca.

Mas o pior de tudo é o silêncio constrangedor. Eu não falo pra caralho, não faço flood pra caralho, mas ainda sim aquele silêncio me irrita. Mas conversar com cabeleireira não rola.

– E aí, trabalhando?
– É, sim (e como ninguém sabe o que é a droga de um programador eu evito a necessidade de explicações). Informática.

– Ah é, você gosta de computador né.
– É.
Não flui. Simplesmente não flui. A coitada da cabeleireira até tentou engatar um papo lá, mas era sobre as viagens dela de Atlantida e a droga toda existencial que ela queria aparentar que manjava, mas só conseguiu me fazer ver que ela só manja de cabelo mesmo.

Tudo isso pra que? Pra sair do salão com aquele cabelão matador. Nada que uma noite de travesseiro não faça voltar ao normal. Sério né. Como pode ter gente que gosta disso?

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2 comentários em “Cabeleiro

  1. Sério, não desenhe mais. Ilustrando, you’re doing it wrong.
    HUAUHAHUHAU esse post me lembrou:
    -Você é crente?
    -Católica.
    -hm

So what?

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