distracting, reacting

Dizem que na vida existe uma quantidade infindável de lições que temos que aprender. Lições que as pessoas aprendem na maioria das vezes com seus erros. E isso é bom, admirável, e blá blá blá, i don’t care. Eu não vou me importar quando me disserem que se eu não passei por, eu não posso aprender. Não vou dar atenção à hipocrisia de que só com erros você aprende. Errar é humano, mas acertar também.

Vou te dar um exemplo: aprender a ficar um tempo só com você mesmo. Se você está trabalhando demais e leva uma vida muito estressante, as pessoas dizem que você tem que parar, para aprender a cuidar de si. Mais um exemplo: aprender a dizer não para que você possa dizer sim, aprender que dizer não faz o seu "SIM" valer muito mais às vezes. Faz sentido, né? No entanto, se você chegar a esse estado de esclarecimento muito cedo, sem passar por todo o processo porque você já sabe como termina, então as pessoas assumem que você é preguiçoso ou nulo. Que você não sabe o quão difícil a vida pode ser. Que você tem medo. Mau, mau você! Vá para trás na linha e sofra como todo o povo normal! Não me interpretem mal, eu apoio a idéia de aprender com seus próprios erros, etc, etc, mas porque as pessoas estão tão interessadas em querer que você passe por, querer que você ignore o que já viu acontecer com outras pessoas e se jogar?

Tem eletricidade no ar e uma puta tempestade está vindo. Eu estou com frio por dentro. Todas as pequenas(?) coisas estão crescendo e aumentando rápido demais. Até eu não poder mais ficar na sala com elas. Então eu saio. Eu sou uma avulsa agora. Porque se eu ficar eu vou dizer e me arrepender, não exatamente nessa ordem. Então eu saio e me contorço e grito com todas as minhas forças junto com o Chester. Eu sinto falta e choro. Eu falto no trabalho. Eu invado uma festa de crianças e faço o controlador de um touro mecânico infantil tentar me derrubar de todas as formas para as crianças poderem brincar. Eu brinco de vôlei errou-saiu tentando não errar de jeito nenhum enquanto me fazem morrer de rir dizendo coisas como "Camila, tem uma criança morta atrás de você" e sou obrigada a ficar dançando "Ah muleque". Eu jogo uma pelada descalça num dois (eu e o irmão de uma amiga) contra três e ganho de 5 a 0, com direito a dois gols meus. E tenho um dia das crianças do caralho, porque in the end, that doesn’t even matter.

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5 comentários em “distracting, reacting

  1. Concordo com você. Alguém não é melhor simplesmente por chegar a uma conclusão do jeito mais fácil ou mais difícil. Já aprendi muito com erros alheios.

    “aprender a dizer não para que você possa dizer sim, aprender que dizer não faz o seu “SIM” valer muito mais às vezes” AHAM!

    Vamos roubar um banco quinta e sair pra tomar sorvete. Vem ser minha Bonnie, vem.

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