É essa a crueldade suprema da vida: ela continua. No final eu percebi que não podia mais voltar para casa e nem podia deixar de encarar o futuro. Um futuro mais inacreditável do que um futuro com carros voadores e teletransporte. Um futuro sem você, um futuro onde o que você faz é por outra pessoa, um futuro onde nós não demos certo. 

Decidimos ter uma vida ordinária, com pessoas ordinárias, garantindo a felicidade ordinária que isso causaria, e a única forma era saindo um da vida do outro. Você nunca precisou de mim, era eu quem precisava de você e sabia que nao ia passar, que nao era um simples caso de “o tempo vai curar”, mas eu sabia também que você já nao era mais o você que eu precisava. Cruelmente o destino te colocou na minha vida para que eu pudesse ter um breve vislumbre de como ela poderia ser, mas nunca seria. Era só esse o seu papel na minha vida – me dar o privilegio de saber, mas apenas saber, como seria um vida nao ordinária. Obrigada por isso.

Eu tirei você da minha vida, apesar da impossibilidade óbvia dessa afirmação. Toda vez que nos abraçávamos para nos despedirmos um do outro, eu sentia que algo aconteceria para impedir que nossos corpos se afastassem. 

Nada nunca aconteceu. E a vida continuou.

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