It’s like experiencing everything for the first time.

The city lights.

A great old song on maximum volume.

A farewell letter.

A cold wind slightly dancing through your skin.

The feeling of having the strenght to fight a battle, even if you may not win.

The end of a cigarrette.

It’s all this living, after all that dying.

Abajur

Tu demandes pourquoi je reste sans rien dire ?
C’est que voici le grand moment,
l’heure des yeux et du sourire,
le soir, et que ce soir je t’aime infiniment !
Serre-moi contre toi. J’ai besoin de caresses.
Si tu savais tout ce qui monte en moi, ce soir,
d’ambition, d’orgueil, de désir, de tendresse, et de bonté !…
Mais non, tu ne peux pas savoir !…
Baisse un peu l’abat-jour, veux-tu ? Nous serons mieux.
C’est dans l’ombre que les coeurs causent,
et l’on voit beaucoup mieux les yeux
quand on voit un peu moins les choses.

Ce soir je t’aime trop pour te parler d’amour.

Serre-moi contre ta poitrine!
Je voudrais que ce soit mon tour d’être celui que l’on câline…
Baisse encore un peu l’abat-jour.
Là. Ne parlons plus. Soyons sages.
Et ne bougeons pas. C’est si bon
tes mains tièdes sur mon visage!…

Mais qu’est-ce encor ? Que nous veut-on ?
Ah! c’est le café qu’on apporte !
Eh bien, posez ça là, voyons !
Faites vite!… Et fermez la porte !
Qu’est-ce que je te disais donc ?
Nous prenons ce café… maintenant ? Tu préfères ?
C’est vrai : toi, tu l’aimes très chaud.
Veux-tu que je te serve? Attends! Laisse-moi faire.
Il est fort, aujourd’hui. Du sucre? Un seul morceau?
C’est assez? Veux-tu que je goûte?
Là! Voici votre tasse, amour…

Mais qu’il fait sombre. On n’y voit goutte.
Lève donc un peu l’abat-jour.

Abat-jour, Paul Geraldy.

Eu estava com medo de ouvir música. Não uma música em particular, não varias músicas em particular, eu estava com medo de ouvir qualquer música. Eu estava com medo de pensar, novamente em qualquer coisa, e não conseguir mais voltar. Eu estava com medo de ver filmes, ler contos, ouvir histórias e me transformar em ficção. Eu estava com medo de me entorpecer, de que meu cérebro decidisse que não queria mais voltar. Estava com medo de permanecer lúcida e aceitar que meu medo era justificável.

Eu estava com medo da estrada, de andar sobre ela e reescrever todas as vezes que estive ali – eu estava com medo de esquecer, mesmo que ninguém se lembre mais. Quando ninguém mais se lembra de algo, é a mesma coisa de não ter acontecido? Talvez por isso eu devesse ter começado a caminhar por essa estrada antes, mas ainda tinha medo.

Cheguei a me perguntar se seria coerente perguntar a você como você fez: é realmente uma imitação ou você se enganou? Mas não tenha medo como eu tive, porque o que sinto, sinto por sentir – quem quer desejar algo que mesmo que se desse certo, daria errado? Quem é estupido suficiente para desejar algo tão leve, tão volátil, tão mentiroso? Eu não quero ser essa pessoa. Eu não serei. Sinto porque não consigo não sentir, porque se pudesse não sentiria, e sendo assim não farei nada com isso. E tudo será como tem sido.

A noite começou a me assustar, minhas coisas favoritas me aterrorizavam. Eu tinha medo. Eu estava com medo de fazer coisas que nunca fiz, e medo de fazer coisas que já fiz antes. Eu estava com medo. Eu estava apavorada.

Essa semana fiquei surpresa de perceber que peguei meus fones de ouvido antes de sair de casa como sempre fiz antes de tudo. Eu ouvi aquela música, e aquela outra música, e aquela outra música também. Se isso aconteceu, talvez as promessas do tempo sejam verdadeiras, e algum dia tudo isso vai acabar como se nunca houvesse começado.

– You make me embarrassed when you say these things to me.

I paralyzed. Since when love is embarrassing? Love is ridiculous, that I knew, but embarrassing? Well, she lost me there. She lost me twice. Embarrassed should be me, sitting there, putting myself out, begging and making a scene for something that clearly was not worth it. Reality yelled so hard at my ears that made me close my eyes.